ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA THOBIAS® Não tem pernas, nem braços, é cego, surdo e mudo, mas você precisa ver que arquiteto mais talentoso... Indignado com a feiúra da arquitetura contemporânea? Faça como Édipo: cegue-se!!! trecho do livro "MEMÓRIAS DE ÉDI PORRÊI, arquiteto". Em 1993, eu fundei um dos mais importantes escritórios arquitetônicos do mundo. É difícil, nesse blog, escrever a respeito das concepções estéticas desenvolvidas nesse escritório. Mas imagine, caro leitor, idéias estéticas arrojadas; imagine um escritório cujas opiniões eram consideradas fundamentais pelos experts em arquitetura do MoMA e do Centro Georges Pompidou; imagine construções que desafiavam as leis da gravidade; imagine formas absolutamente inovadoras; imagine milhares de clientes satisfeitíssimos com os resultados; imagine idéias urbanísticas que causariam inveja em Haussmann, Sitte, Corbusier, Team X e todo o resto; imagine construções arrojadas que agradavam aos mais variados críticos. Se você conseguir imaginar tudo isso, caro leitor, estará no mesmo nível de todos os envolvidos naquele escritório pois, na absoluta falta do que fazer, imaginávamos, imaginávamos, imaginávamos... Na nossa imaginação, nosso escritório seria importante, poderoso, cheio de clientes, consultado pelas mais importantes instituições e revistas do planeta. Mas não tínhamos dinheiro nem para comprar uma resma de papel A4. Sobrevivíamos graças a uma ração diária de pão e laranja. A luz foi cortada, a água foi cortada... Quando acabaram os trocados para comprar laranjas, o escritório fechou as portas. (((comentários?)))
Não tem pernas, nem braços, é cego, surdo e mudo, mas você precisa ver que arquiteto mais talentoso... Indignado com a feiúra da arquitetura contemporânea? Faça como Édipo: cegue-se!!! trecho do livro "MEMÓRIAS DE ÉDI PORRÊI, arquiteto". Em 1993, eu fundei um dos mais importantes escritórios arquitetônicos do mundo. É difícil, nesse blog, escrever a respeito das concepções estéticas desenvolvidas nesse escritório. Mas imagine, caro leitor, idéias estéticas arrojadas; imagine um escritório cujas opiniões eram consideradas fundamentais pelos experts em arquitetura do MoMA e do Centro Georges Pompidou; imagine construções que desafiavam as leis da gravidade; imagine formas absolutamente inovadoras; imagine milhares de clientes satisfeitíssimos com os resultados; imagine idéias urbanísticas que causariam inveja em Haussmann, Sitte, Corbusier, Team X e todo o resto; imagine construções arrojadas que agradavam aos mais variados críticos. Se você conseguir imaginar tudo isso, caro leitor, estará no mesmo nível de todos os envolvidos naquele escritório pois, na absoluta falta do que fazer, imaginávamos, imaginávamos, imaginávamos... Na nossa imaginação, nosso escritório seria importante, poderoso, cheio de clientes, consultado pelas mais importantes instituições e revistas do planeta. Mas não tínhamos dinheiro nem para comprar uma resma de papel A4. Sobrevivíamos graças a uma ração diária de pão e laranja. A luz foi cortada, a água foi cortada... Quando acabaram os trocados para comprar laranjas, o escritório fechou as portas.