ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA THOBIAS® _______________


foto de carolina isfer
LEMBRANÇAS DE EU MIM
por Édi Porrêi, arquiteto


Em julho de 1925, eu estava em São Paulo... e aí encontrei Le Corbusier num botequim. Apesar das ausências de Vitrúvio e Alberti (que Deus os tenha!) a arquitetura, para nós, continuava a mesma no meio daquela bagunça padrão 25 de Março ali pertinho. Tanto que, chupando de leve algumas idéias desses mestres, eu e Corbusier projetamos, numa tarde meio preguiçosa, uma dúzia de chacunduns arquitetônicos a nível de interferência recíproca. O projeto era uma mistura de 5 pontos da arquitetura, mega-estruturas, de batidas, de interpretações, centro da cidade, concreto armado, essas coisas...

Mas a verdade histórica (apesar das versões em contrário de vários críticos renomados) é que o referido chacundum arquitetônico bem poderia ter sido o contrário. Mas eu e o Corbusier deixamos daquele jeito mesmo, por três motivos:
1) Zoar daquela bagaça toda de arquitetura moderna.
2) Botar os manos arquitetos para pensar em novas posturas filosóficas.
3) Ressaltar as propriedades volumétricas, holísticas, homeopáticas, míticas e gastroenterológicas do tal projeto.

Mas aí entrou em cena o finado Louis Khan. Nessas alturas, tipo umas 11 da noite, eu e Corbusier já pensávamos (com o oportunismo corriqueiro) em transpor sua obra para conjuntinhos habitacionais muito pilantras a fim de ganhar uma graninha extra. Quando soube, Louis Khan ficou ofendidíssimo. Mas tudo a nível de Lúcio-Costa-Anzol-Fogaréu-Amén, que ele era educado...



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LADRÕES DEVOLVEM PROJETO DE PETER EISENMAN
Feira Hippie, Neviorque - Numa arrojada ação criminal, uma quadrilha internacional de ladrões de projetos de arquitetua invadiu ontem o Museu de Cera Limpol para devolver o projeto estrutural e arquitetônico de autoria do Senhor Pedro Eisenman dos Santos, o popular Peter Eisenman. O projeto, conhecido como "Deconstrução, Vazios e Frivolidade Plurifamiliar", é considerado pelos críticos a obra máxima do movimento neo-inexpressionista arquitetônico.
Sensibilizada com o gesto dos perigosos elementos, a direção do Museu de Cera Brilho ofereceu o projeto para que a quadrilha possa construir seu covil dentro dos mais estritos princípios da vangurada pós-moderna. Os larápios iam saindo de fininho, assobiando, fingindo que não era com eles, quando foram interpelados pelo conselho de curadores do museu.
Com auxílio da valorosa e sempre presente Tropa de Choques Estéticos de Neviorque, o diretor e os curadores do museu obrigaram os marginais a assinarem um contrato com o arquiteto para a construção imediata da obra. Os ladrões registraram queixa na Delegacia de Costumes de Neviorque.

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CRIAÇÃO: IRÃ TABORDA DUDEQUE

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